Monolito Especial: os 30 anos da SKR


Uma das publicações sobre arquitetura mais respeitadas do Brasil – a Monolito – apresenta neste mês de novembro sua edição anual especial sobre os 30 anos da SKR.

A construtora, fundada em 1985, conquistou nestas três décadas de história uma posição de relevância não só no mercado imobiliário nacional, mas na discussão da boa arquitetura, do design eficiente e do urbanismo de qualidade, necessários para a convivência harmoniosa entre os seus projetos e as cidades onde se fundamentam.

Nas 152 páginas da edição da revista, dirigida pelo jornalista Fernando Serapião, a história da SKR é contada em 15 projetos selecionados pela equipe da redação. Uma trajetória que, aliás, é marcada pela inovação. Foi assim em meados dos anos 1990, quando a empresa entregou a dois talentosos, porém ainda desconhecidos arquitetos, a incumbência de tirar do papel dois projetos importantes na região central da cidade: os edifícios Atlantis e Antares.

“Estes dois arquitetos eram ninguém menos que Isay Weinfeld e Márcio Kogan, dois dos profissionais mais importantes da atualidade”, recorda Serapião. O jornalista ressalta que a curadoria atenta dos projetos e a oportunidade dada a ousadia dos arquitetos é uma característica inerente da história da empresa e reflexo de seu fundador, o engenheiro Silvio Kozuchowicz.

Retrofit e desafios

Outra destaque desta edição da Monolito são os Escritórios Europa, um retrofit total de dois prédios erguidos nos anos 1970, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, com a assinatura do escritório Reinach|Mendonça. “É um caso onde a brutalidade da renovação completa do uso foi muito bem-sucedida”, diz Serapião.

O diretor conta que a revista mostrará também os projetos mais recentes da construtora. Dentre eles, um novo retrofit – o Jurucê –  que, desta vez, transformará uma planta comercial em residencial. E o empreendimento considerado por Serapião “o melhor projeto em andamento na cidade”: o edifício JFL na Vila Olimpia, do escritório SBPR Arquitetos, liderado por Ângelo Bucci. “É assim que ele está sendo chamado. São três torres triangulares diferentes conectadas entre si. Um projeto realmente formidável”, resume Serapião.

Há destaque também para a participação recente de Héctor Vigliecca no portfólio da SKR. Reconhecido por suas grandes obras urbanísticas – é dele, por exemplo, a Arena Castelão (CE), onde foram disputados jogos da Copa Mundo de 2014, e o Complexo Esportivo de Deodoro, que será usado nos Jogos Olímpicos do Rio, no ano que vem –, Vigliecca aceitou o desafio de desenvolver um projeto residencial na capital paulista. O Vila Ipojuca vai se preocupar com o seu diálogo com o bairro, sua volumetria e o impacto no jeito de viver na região.

Por fim, o diretor da Monolito enaltece que o diálogo com os arquitetos é outro trunfo da SKR em seu processo de qualificação e valorização. “Essa conversa com nomes como Vigliecca, Bucci, José Basiches, Reinach e Mendonça e, antes, Kogan e Isay, é boa para ambas as partes: os arquitetos aprimoram sua linguagem e a construtora, ao ouvir o que eles têm a dizer, cresce junto com projetos de muita qualidade”, afirma.

A Monolito Especial – SKR, 30 anos será lançada no dia 17 de novembro, em São Paulo.