Um residencial concebido para atender aos valores millennials


Uma parede foi substituída por janelões antirruídos imensos que abrem para fora, como se fossem portas. O guarda-corpo fica para dentro. A sensação de amplitude fica garantida no quarto e na sala, mesmo sem a sacada, item que define a compra de um imóvel hoje. “Preferi dar mais espaço para o morar. Nos apartamento de hoje a varanda come um terço da área e torna os ambientes menos confortáveis”, explica Silvio Kozuchowic, da SKR

A construtora está lançando em Moema o Nomad, um antigo prédio comercial que passou por retrofit para se tornar residencial. Num primeiro momento, diz Silvio, a ideia foi fazer ali um hotel ou uma espécie de flat (que não tivesse esse nome). Mas, para tanto, a distribuição dos espaços resultaria em suítes muito grandes e inviáveis comercialmente.

Apesar de visíveis, a generosidade do espaço e as soluções criadas pelo arquiteto Angelo Bucci não são o principal diferencial do empreendimento. O residencial traduz um conceito criado por um grupo de especialistas reunidos pela empresa para, pela primeira vez, lançar um produto com os atributos valorizados pelos millennials.

Tem espaço de convivência e produtos à venda pelo modelo grab and go, um coworking com sala de reunião, compartilhamento de bikes, app de gestão para pagar condomínio, avisar a vinda de um amigo, agendar uma massagem ou participar do chat entre os moradores, serviço de lavanderia, acesso digital, conciergerie e recepção (não porteiro e nem guarita). 

“A própria ideia de reaproveitar uma construção já existente também é importante para esta geração.” O entulho da construção, por exemplo, foi incorporado ao projeto paisagístico do stand de vendas.

“Estamos propondo uma nova experiência, trazendo o ferramental da hospitalidade para o condomínio. Tudo foi pensado para dar autonomia e mobilidade para os moradores. O estatuto do condomínio vai permitir, por exemplo, flexibilidade nos modelos de locação, inclusive pelo Airbnb.”

Silvio acredita que este é um modelo de imóvel de transição. Vai atender tanto aos jovens da região que estão saindo de casa (mas que mesmo assim vão ser mantidos pelos pais), profissionais com experiência internacional já acostumados com estes benefícios, executivos que se dividem entre São Paulo e outras cidades (uma vez que fica próximo ao aeroporto de Congonhas) e hipsters de outros bairros que vão se identificar e desejar o conceito.

A maior dificuldade, acredita Silvio, será treinar os corretores. “Estamos qualificando o metro quadrado, propondo uma disruptura, vendendo um novo conceito de morar de verdade, não é mais um discurso de marketing. E isso é difícil de mudar.” O Nomad terá 54 unidades entre 40 m² e 115 m², com valor do metro quadrado “compatível com o bairro de Moema”, ou seja, entre R$ 15 mil a R$ 17 mil m².

Fonte: Angela Klinke