Infraestrutura para millennials?


Construtora paulista faz retrofit de prédio comercial da década para criar novo modelo de residencial que combina conectividade, internet das coisas e aplicativos

Um edifício comercial construído na década de 1970, quem diria, será um dos primeiros prédios residenciais de São Paulo focado na geração que hoje tem hoje entre 25 e 35 anos. Chamados de millenials, eles são o alvo da construtora SKR para comercializar 51 apartamentos no bairro de Moema. O retrofit deve levar 18 meses e foi facilitado pelo fato de o prédio comercial ter lajes planas, sem praticamente a presença de pilares não estruturais internos. A infraestrutura de elevadores – com energia autoregeneradora – e de ar condicionado – com instalação do condensador no teto – são alguns dos destaques.

Como está sendo preparado para uma geração conectada, o Nomad, nome sugestivo do novo residencial, foi desenhado para a chegada da rede de telecomunicações em banda larga via fibra óptica na sua entrada. De lá, os moradores podem contratar a operadora que quiserem, uma vez que todo o cabeamento estruturado já foi instalado. Ou seja, é como se a rodovia de alta velocidade estivesse pronta e os donos escolhem os veículos que quiserem para percorrê-la. A tecnologia também deve acontecer com uso de internet das coisas, provavelmente a ativação de sensores em equipamentos das áreas comuns, entre outros.

Um aplicativo especialmente desenvolvido pela SKR funcionará como a “cola” entre os vários recursos. É ele que permitirá, por exemplo, que os moradores vejam quem está na portaria e liberem o acesso de visitantes. Com ele, os donos – sejam millenials por nascimento ou por filosofia – também poderão acessar serviços disponíveis. Com isso, sai o porteiro e entra uma espécie de concierge. Hotel? Em parte, porque juridicamente o estatuto do edifício vai permitir que os donos façam a locação de seus apartamentos por temporadas.

Os apartamentos não têm varanda – em função da configuração originalmente comercial – mas tem uma área útil realmente útil segundo Silvio Kozuchowitz, presidente da SKR. O projeto também tirou partido disso, criando uma fachada diferenciada, com amplas janelas e estruturas metálicas que podem ser movimentadas, criando grafismos diferentes do lado de fora e atenuando a entrada de luz internamente. Preço da experiência: os apartamentos menores, com cerca de 48 m2, e custarão em média R$ 700 mil, aproximadamente R$ 16 mil/m2 construído.

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Fonte: InfraRoi