Monolito Edição 26


Edifício na Vila Olímpia (2014/_), São Paulo
SPBR Arquitetos
SKR

Localizado na rua Coronel Joaquim Ferreira Lobo, uma travessa da avenida Faria Lima, na Vila Olímpia, este edifício possui 29 apartamentos, de um e dois quartos, com area variável de 60 a 147 metros quadrados.

De uma forma geral, o andar-tipo possui três apartamentos de um quarto, isolado entre si. A torre de circulação vertical conecta as três partes, cada qual formada por um trapézio, duas delas com plantas espelhadas. As unidades espalhadas ganham expansões em alguns andares, único momento onde os apartamentos se tocam horizontalmente. Em duas situações, os andares-tipo são ocupados por apartamentos duplex, com dois quartos e 129 e 147 metros quadrados.

Além da caixa de escada, a estrutura se configura em cinco empenas de concreto e outros cinco pilares isolados. O restante do perímetro das unidades é definido por painéis de vidro, protegidos por uma segunda pele. No térreo, o acesso de pedestres marca um percurso entre duas empenas que, juntamente com as demais, define a ocupação das áreas comuns, formadas por sala multiuso, biblioteca e piscina, entre outros itens.

Edifício na Vila Olímpia
Local: São Paulo
Data de início do projeto: 2014
Área do terreno: 850 m²
Área construída: 5.190 m²
Arquitetura SPBR Arquitetos – Angelo Bucci, Tatiana Ozzetti, Nilson Suenaga, Victor Próspero, Beatriz Marques, Lucas Roca, Daniela Zavagli, Beatriz Brandt, Felipe Barradas, e Larissa Oliveria (equipe)
Modelo eletrônico Ricardo Canton
Incorporação e Contrução: SKR

Edifício na Vila Ipojuca (2014/_), São Paulo
Vigliecca & Associados
SKR

Situado na Vila Ipojuca, bairro da zona oeste da cidade, o terreno deste edifício possui frente para duas ruas e apresenta 18 metros de desnível entre si. O acesso ao prédio de apartamentos ocorre pela via de cota mais alta, a rua Chafalote, enquanto a rua Mota Pais foi destinada a uma área comercial.
São 59 unidades, que variam de 60 a 147 metros quadrados, sendo que os últimos andares são ocupados por coberturas com configuração de sobrados. Com dez unidades, o andar-tipo é organizado em dua alas e a circulação horizontal comum, aberta para a paisagem urbana, destaca as torres de escadas e elevadores, isoladas.

Uma intervenção na inevitabilidade de transformção
Por Héctor Vigliecca

Pensar em engessar uma área urbana só tem sentido se essa área se configura com certa unidade histórica e com valores arquitetônicos intrínsecos, além de ter uma tipologia que representa a estrutura social familiar de uma época.

Formular uma transformação não pode se restringir apenas à leitura dos coeficientes estabelecidos no Plano Diretor. Este também estabelece conceitos que permitem complementações, formando uma jurisprudência que contribui para uma cultura de projeto.

No caso do projeto na Mota Pais - Vila Ipojuca, projetar transformações sem destruir a qualidade de escala interiorana, o equilíbrio de áreas verdes e a sensação de habitabilidade ainda presente neste bairro da zona oeste paulista não é tarefa fácil.

Portanto, acrescentar novos valores aos valores inatos ao lugar exige dedicação em comunhão com todos os envolvidos, principalmente dos arquitetos e da empresa incorporadora.

A fórmula é complexa e seus fatotes têm pesos diferentes. O artifício é atingir uma intersecção equilibrada de todos eles: exigências legais do Plano Diretor, normativas de segurança, acréscimo de áreas verdes, insolação, vistas, parâmetros do mercado, definição de um produto. E, finalmente, do ponto de vista da construção da cidade, estabelecer uma configuração volumétrica em continuidade e solidariedade com a volumetria do entorno.

Acréscimo consciente: assim podemos resumir essa intervenção e estabelecer uma alternativa de modelo de ocupação que poderá ser um acontecimento.

Neste acréscimo permanente, cada etapa se configura em função de seu entorno em um contínuo concatenamento. Assim o futuro carregará o DNA do bairro original, evitando rupturas com individualismos formais.

Edifício na Vila Ipojuca
Local: São Paulo
Data de início do projeto: 2014
Área do terreno: 2.461 m²
Área construída: 14.500 m²
Arquitetura Vigliecca Associados – Héctor Vigliecca,  Luciana Quel, Ronald Werner, Neli Shimizu, Caroline Bertoldi, Luiz Marino, Carlos Collet, Paula Romagnoli, Mariana Puglisi, Marcela Ferreira, Melissa Ramos, Rodrigo Giorgi, e Paulo Serra, Luci Maie(equipe)
Incorporação e Contrução: SKR